Um data center voltado à inteligência artificial é estudado para Paracatu, no Noroeste de Minas, com investimento estimado em R$ 35 bilhões. O planejamento prevê até 13 edifícios, mas o empreendimento ainda está em fase de estudos preliminares. Por isso, o valor apresentado deve ser entendido como uma estimativa ligada ao projeto, não como um investimento já realizado.

O Informa Minas relata, com base em reportagens do Intercept Brasil e da Mongabay, que documentos apresentados ao governo federal descrevem o plano da Atlas Renewable Energy para o município. A empresa afirma que o projeto está em estágio preliminar. A previsão de até 13 edifícios indica a dimensão considerada no planejamento, mas não estabelece quantos seriam construídos caso a proposta avance.

Um data center reúne equipamentos de computação usados para armazenar e processar informações. Em uma estrutura voltada à inteligência artificial, essa capacidade pode ser empregada em tarefas que exigem grande volume de processamento. Para funcionar, instalações desse tipo dependem de fornecimento de energia e de sistemas capazes de controlar a temperatura dos equipamentos. O porte indicado para o projeto em Paracatu torna importantes as definições sobre infraestrutura e operação, que não podem ser deduzidas apenas do valor estimado ou da quantidade máxima de prédios.

A possível implantação também levanta questões sobre trabalho e atividade econômica na cidade. Uma obra dessa escala poderia envolver construção civil e serviços técnicos, enquanto a operação de um centro de dados demanda profissionais para manter equipamentos e instalações em funcionamento. Essas são características gerais do setor, não uma previsão de vagas para Paracatu. O número de empregos, os perfis profissionais necessários e a participação de trabalhadores locais dependeriam das etapas e das características que o projeto vier a assumir.

O uso da água é outro ponto relevante para avaliar a proposta. A Atlas ainda não divulgou o consumo hídrico definitivo nem a fonte de abastecimento do empreendimento, conforme o material apresentado pelo Informa Minas. Centros de dados precisam resfriar seus equipamentos, mas a demanda de água varia conforme a tecnologia adotada; a previsão de até 13 edifícios, isoladamente, não permite calcular esse consumo. Para Paracatu, as próximas definições do projeto serão decisivas para compreender seu porte efetivo e suas necessidades de infraestrutura.